Como fazer um poema?

05jun11

Já faz tempo que não escrevo. Por que não tem o que escrever? Pouco provável. Sempre há. Palavra morta só com o cidadão morto. Como não é o caso…

Essa semana escrevi um poema no caderno do pequeno Heitor. Ele quando crescer terá uma bela relíquia que sua mãe e pai estão fazendo para ele. Intima a tod@s que visitam o Heitorzinho a deixar ou uma mensagem, uma arte ou os ambos de presente. É um álbum de recordações que tanto mãe e pai se orgulharão quanto o pequeno Heitor quando não for mais pequeno se emocionará em saber que desde antes de respirar o ar desse mundo, já era tão amado e admirado.

Sempre me pergunto o que leva uma pessoa a escrever. Admiro várias pessoas que escreviam livros em grande quantidade como também esses que alimentam cotidianamente os blogs. Admiro mesmo. Na maior parte das vezes não tenho paciência sequer para ler, quanto mais ter inspiração cotidiana para fazer registros.

Gosto de fazer isso. Em geral não sei bem nem por que nem pra que. Não sei explicar ou exemplificar o sentimento que é de escrever. Mas me atrai. Tenho um sério problema com a constância de fazer coisas. Começo uma coisa, empolgadíssimo e, sem também nem porque nem pra que, de repente, escanteio e busco coisa nova. Acontece de voltar a fazer coisas que já não faço há um tempo. Desde frequentar um blog até fazer poesias.

Ah! os poemas! Gosto de escrevê-los. Não tenho muita paciência para lê-los

Um poema se fosse um barulho poderia
ser um tique-taque dum relógio de corda
esses do século XXI
ou o ronco do motor de uma moto, essas 125cc
uma conversa mal ouvida ao pé da janela
a máquina de lavar que despeja água
o barulho do teclar ao escrever poemas
o silêncio da noite onde muitos dormem
o ruído que a consciência faz, mesmo quando exausto

uns com rítmica própria
outros sem rítmica
ou até mesmo vários deles em orquestra
Porém, todos
Barulho.

Às vezes, nasce como quem não quer nada,
só vontade de bater.
N’outras, nem com hérculeo esforço sai um.
É como da tristeza brotar uma flor para se alegrar.
Para a alegria, lembrar que também existe tristeza.
A carne sabe que há ilusão.
O céu se abre pra nos iluminar, ainda que seja
com lua minguante,
só pra escuridão se ligar, que luz também existe.
É chuva no sertão, para mais uma vez brotar
a vida que se perpetua.

É a gravura, que uns admirarão
que, não se sabe bem nem porque nem pra quê.
Mas, como noite e dia, seca e chuva,
mais cedo ou mais tarde, aparece.

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5 Responses to “Como fazer um poema?”

  1. 1 luana

    acho + legal o poema da braca de neve

  2. 3 Thais

    eita que o samuca é poeta!!!

  3. 5 maria edurada

    tambem acho o da branca de neve melhor esse e sem sentido


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