A morte.

24nov09

Enfrento a morte como quem atravessa a avenida
Não tenho medo. Já disse. Só preciso de minhas
mãos e cabeça para conquistar o universo.
E não é de forma egoísta. Afinal,
O mundo está aí para quem o vive. Não para
quem acha.
Alguns se gabam dizendo que têm tudo e vivem
como demônios no inferno.
Prefiro atravessar o deserto,
Me perder na mata escura sem cachorro
me cortar, me arranhar e bater com a cabeça em
espessas árvores.
Do que o melhor dos aconchegos que o
ostracismo
possa oferecer.
Em uma cabeçada dessas, parto uma rocha,
ou derrubo uma árvore.
E basta atingir sucesso com uma, para que o
cansaço,
os cortes e machucados parem imediatamente de
incomodar e tudo
transforma-se em combustível.
Pra devastar a mata? Não, só para dominá-la e,
depois, procurar algo mais difícil
ou ceder ao ostracismo.


Samuel Vanderlei

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