Outro dia aconteceu essa.

Um cliente com uma cara de decepção se aproxima e pergunta:

– Olá, você pode me ajudar?

Como sempre, estou apto a ajudar os clientes indefesos:

– Pois não, senhor.

– Será que você não tem outro exemplar desse livro aqui?

Cá eu, cuirioso, pergunto:

– Você gostaria de quantos mais?

Ele retruca:

– Só um mesmo.

Eu já com o livro na mão, começo a procurar se está com algum dano:

– Mas esse está em perfeito estado, para quê você quer outro?

Ele, com cara de mais frustrado:

– É que eu queria ter o prazer de tirar o plastiquinho.

Elementar, meu caro Watson:

– Vou verificar no sitema, senhor.

– Infelizmente só temos esse exemplar.


Em uma noite comum na livraria, é comum acontecer o diálogo abaixo:

O livreiro solícito diz:

– Olá, boa noite, posso ajudar?

O cliente perdido responde:

– Sim, claro. Sabe o que é, estou procurando um livro para dar de presente para um amigo e quero sua ajuda com uma sugestão. Que livro bom você tem aí?

– Ah, eu tenho vários. Mas, do que o seu amigo gosta?

– Ele é espírita, logo deve ler algo do tipo.

– Então, temos esse aqui que é novidade, quem sabe ele pode gostar, não?

– Ah… Não sei… Me parece muito óbvio. Que mais você tem?

– Tenho esse outro que chegou na semana passada…

– É… Mas esse também não gostei. Vamos ver um de história ou filosofia.

– Olhe, temos esse aqui que está vendendo horrores. Livro da Filosofia.

– Ah, também não… algum outro?

– Talvez ele possa ainda não ter lido o Privataria Tucana.

– Esse é aquele de política que fala da vida dos outros, né? Nããão… E de literatura, o que você recomenda?

– Olhe, pra ser sincero, eu não leio muitos livros de literatura, mas tem esse Cem Anos de Solidão que está com essa edição nova de muito bom gosto, além do livro ser excelente.

– Mas esse já é um livro velho, ele já deve ter lido. Escuta rapaz, você não tem nenhuma sugestão pra medar?

– Senhor, já lhe dei cinco sugestões e o Senhor deu negativa para todas. Olhe, nessas mesas ficam os mais vendidos e as grandes novidades, se precisar de mim é só chamar.

 


Retrocesso

13fev12

E quando corre e caminha por quilômetros no sol, chuva

sequidão, poeira, matos, asfaltos e calçamentos

escala-se tortuosas montanhas e quando se chega ao topo,

Nada. Não há pote de ouro.

Não há água.

Não existem frutas ou animais.

Deserto.

Recomeçar é preciso. É urgente.

Retroceder à infnitude do incosciente para enxergar

a força necessária para reavivar

Dar brilho aos olhos que já não exerciam sua função.

Querer.

Às vezes não se enxerga o agora

mas só no agora é possível realizar.

O primeiro passo foi redado.


Já faz tempo que não escrevo. Por que não tem o que escrever? Pouco provável. Sempre há. Palavra morta só com o cidadão morto. Como não é o caso…

Essa semana escrevi um poema no caderno do pequeno Heitor. Ele quando crescer terá uma bela relíquia que sua mãe e pai estão fazendo para ele. Intima a tod@s que visitam o Heitorzinho a deixar ou uma mensagem, uma arte ou os ambos de presente. É um álbum de recordações que tanto mãe e pai se orgulharão quanto o pequeno Heitor quando não for mais pequeno se emocionará em saber que desde antes de respirar o ar desse mundo, já era tão amado e admirado.

Sempre me pergunto o que leva uma pessoa a escrever. Admiro várias pessoas que escreviam livros em grande quantidade como também esses que alimentam cotidianamente os blogs. Admiro mesmo. Na maior parte das vezes não tenho paciência sequer para ler, quanto mais ter inspiração cotidiana para fazer registros.

Gosto de fazer isso. Em geral não sei bem nem por que nem pra que. Não sei explicar ou exemplificar o sentimento que é de escrever. Mas me atrai. Tenho um sério problema com a constância de fazer coisas. Começo uma coisa, empolgadíssimo e, sem também nem porque nem pra que, de repente, escanteio e busco coisa nova. Acontece de voltar a fazer coisas que já não faço há um tempo. Desde frequentar um blog até fazer poesias.

Ah! os poemas! Gosto de escrevê-los. Não tenho muita paciência para lê-los

Um poema se fosse um barulho poderia
ser um tique-taque dum relógio de corda
esses do século XXI
ou o ronco do motor de uma moto, essas 125cc
uma conversa mal ouvida ao pé da janela
a máquina de lavar que despeja água
o barulho do teclar ao escrever poemas
o silêncio da noite onde muitos dormem
o ruído que a consciência faz, mesmo quando exausto

uns com rítmica própria
outros sem rítmica
ou até mesmo vários deles em orquestra
Porém, todos
Barulho.

Às vezes, nasce como quem não quer nada,
só vontade de bater.
N’outras, nem com hérculeo esforço sai um.
É como da tristeza brotar uma flor para se alegrar.
Para a alegria, lembrar que também existe tristeza.
A carne sabe que há ilusão.
O céu se abre pra nos iluminar, ainda que seja
com lua minguante,
só pra escuridão se ligar, que luz também existe.
É chuva no sertão, para mais uma vez brotar
a vida que se perpetua.

É a gravura, que uns admirarão
que, não se sabe bem nem porque nem pra quê.
Mas, como noite e dia, seca e chuva,
mais cedo ou mais tarde, aparece.


Microsoft: Destruindo a sua liberdade

Bom, como sou usuário de linux também, duas distribuições da família *buntu, o Lubuntu 10.10, num netbook asus eee pc e do Ubuntu 10.04 no computador de mesa, resolvi partilhar das minhas

“fuçações” nos sistemas.

Li outro dia num blog um cara falando que dificilmente quem se aventura no mundo linux consegue conter a curiosidade por explorações dentro do sistema.

Não fujo à regra. Não vou ficar falando das coisas que já fiz nas distribuições que já utilizei. Não me lembro de muitas coisas e não farei um pingo de esforço para relembrar. Vou relatar coisas novas que vou aprendendo no dia a dia.

Ontem mesmo instalei o Lubuntu no netbook por achar que o Xubuntu estava consumindo muita memória do bebê, apelido atribuído por minha esposa ao nosso netbook. Fuçando daqui e dali, percebei que, na inicialização do sistema, na tela em que fazemos o login, eu poderia escolher o ambiente gráfico que gostaria de iniciar, seja em LXDE, Gnome ou KDE.

Hoje, resolvi ver a página de login do meu Ubuntu de mesa e descobri que só tem instalado o padrão Gnome. Como vi ser possível escolher em qual ambiente iniciar o sistema, resolvi instalar via Synaptic o KDE-Desktop e dizer para minha linda esposa, blefando, óbvio, que alterei mais uma vez o sistema operacional do computador de mesa. Antes que ela enfartasse eu desmentiria.

Mas, para minha surpresa e decepção, ele não iniciou normalmente e mesmo sem eu determinar que ele iniciasse com o KDE na página de login, tratou logo de fazer uma mescla entre Gnome e KDE. Não matutei muito não. Fui direto ao Synaptic e pedi para desinstalar o KDE.

Dos 85 MB que ele baixou para instalar o KDE-Desktop, com a remoção deste mesmo via Synaptic, se livrou de apenas míseros 53 KB. Ainda assim, minha esperança de tudo retornar ao normal com meu Ubuntu Gnome, reiniciei o sistema. E o que aconteceu? Mais uma vez frustrado: NADA!

A vantagem do mundo linux é que dificilmente quem tem alguma dificuldade está sozinho no mundo e sempre alguém tem a solução. Com algumas googleadas, facilmente acham-se as respostas. Como não foi diferente desta vez, logo encontrei um link para um site chamado Psychocats. Lá tem um comando para copiar e colar no terminal, dar enter e colocar a senha. Quando o processo tiver terminado, é só reiniciar o sistema e ele estar novo em folha como quando instalei.

Nem sempre as aventuranças dão certo, mas sempre é possível dar um passo atrás.


1,5m para sobreviver

As pessoas se tornam um pouco prepotentes quando estão dirigindo a ponto de ignorar que ao atingir um ciclista estão colocando em risco a vida de outro ser humano.

Um amigo foi à França recentemente e ficou impressionado de como o trânsito é caótico. Ele não se estendeu muito no assunto, mas disse que os motoristas entram de qualquer jeito em um dos vários giradouros que pode observar. O fato curioso, é a ação dos motoristas com relação aos ciclistas. Apesar da loucura de como dirigem, repeitam quando tem uma pessoa de bike num giradouro.

Fui ciclista por uns 2 anos em Recife e sou testemunha… ou seria sobrevivente?! de como os motoristas dessa cidade não respeitam os ciclistas ou qualquer outro ser, vivo ou não, que esteja na rua. Vide o texto aqui neste mesmo blog.

Atualmente moro em Brasília. Estava com uma grande dúvida em minha vida. Não sabia se casava ou comprava uma bicicleta. Fiz os dois. Moro a cerca de 2 km do trabalho e a ida é um suave declive onde não faço muito esforço para ir de bike até lá. Apesar de as pessoas aqui terem uma forma de guiar veículos completamente diferente de Recife parece que existe uma interior forma selvagem de atitudes perante ciclistas.

Às vezes tenho impressão que os motoristas estão montados sobre cavalos e estes são selvagens o suficiente para não serem dominados pelos cavaleiros e amazonas, digo, motoristas. Talvez seja um resquício colonial de que as antigas estradas eram feitas para a circulação de cavalos (mera especulação)… Enfim, não chegarei a conclusão alguma sobre a influência das montarias nas formas de conduzir veículos contemporâneos.

Coincidência ou não, Brasília é uma cidade que tem muitos giradouros e é costume respeitar suas regras de entrada e saída. Tanto que os artistas aqui… Quero dizer, motoristas, gostam de bater nas avenidas em linha reta de 4 faixas que tem na cidade, inclusive capotar!

Em geral o clima no trânsito segue cordialmente, param na faixa de pedestres e aqui, como vi em uma placa na entrada da cidade, “costuma-se não buzinar”.

Mas, as coisas mudam de figura quando está atuando um ciclista.

Trouxe de Recife em minha última visita uma buzina do tipo vuvuzela e tenho utilizado com certa frequência, pois, por dia, entre ida e volta, não chego a gastar meia hora do meu dia e ainda assim consigo pelo menos uma vez por dia apertar com prazer minha barulhenta buzina e proferir umas aliviantes palavras de baixo calão.

Não sem razão, afinal, o para-choque são minhas pernas, meu cinto de segurança são meus braços e, digo logo, da última vez que usei o cinto quando tava de bike, não curti muito não.

É comum vermos e  ouvirmos discursos a favor de não violência, mas mal podemos perceber o quanto podemos ser agressivos uns com os outros numa simples locomoção.

Existem certas atitudes em nossa sociedade que soam incompreensíveis para minha ingênua cabecinha. Existe um conservadorismo velado de não respeito ao próximo que muitas vezes me az sentir vergonha alheia.

Enfim. Se eu começar a falar de outros desrespeitos,talvez escreva uma trilogia. Aos poucos vou falando delas.


Antes de sair de Recife, duas semanas antes, foi a despedida de um amigo, um desses que a gente faz no mundo e que gosta.

Ele partiu para retornar. Eu não. Ele tava ciente disso e me deixou essa receita de presente. É um rango divino!

Quando Habibi ditou a receita em praça pública, estava claro que eu era um predestinado. Pois, diante de tantas pessoas, eu era o único que tinha papel e caneta e fui o único a tomar nota de tal guloseima. Desde então, venho sofrendo constantes ameaças e perseguições. Pois, o egípcio partiu e logo o escolhido também partiu.

Por inconvenientes do destino uma das presentes me achou. Justamente a mais fria, má, cruel, sanguinária e violenta de todas e me deu seu ultimato. Como quem tem cú tem medo, Viviane, toma tua receita!

Como fazer Tropicookies

Muita atenção: Leia todo o procedimento antes de começar a executar. É recomendável seguir a ordem, mas não necessário.

Os ingredientes e as quantidades (algumas estão em ml, ao invés de kg, pois o Habibi só sabia assim)  são:

 

Açúcar 300 ml
Amêndoas 200 g
Banana 6 un
Chocolate amargo 500 g
Essência do que queiras, eu uso de baunilha 10 ml, 1/3 do vidrinho
Farinha de trigo 550 ml
Fermento 1 colher de sal
Manteiga sem sal 200 g
Sal 1 colher de sal

Eita porra! Faltaram os ovos! Por isso que os de Viviane ficaram estranhos…são 2 ovos.

O objetivo é fazer duas misturas, uma seca e outra molhada, para depois misturá-las.

Primeiro junte todos os ingredientes em uma mesa.

Coloque a manteiga para derreter em banho maria. Enquanto isso, corte o chocolate em pedaços, pode ser irregular, afinal, ninguém vai reclamar se porventura for sorteado com um pedaço maior de chocolate, ainda mais se estiver quentinho e ele ainda estiver derretido, pode ser em lascas ou pedaços menores; a não ser que  tenha comprado já granulada, corte as amêndoas (em geral uso castanha de caju, pode ser nozes, castanhas do Pará, de baru…), que também pode ficar irregular,  e corte as bananas em pedaços +/- do tamanho médio do chocolate.

Coloque o açúcar na cumbuca onde vai bater. Podes colocar a porção completa de açúcar cristal, ou dividir 1/2 com açúcar mascavo, se colocar tudo de mascavo fica muito doce, mas o gosto fica lembrando o de doce de leite… ele fica mais molhadinho; ou ainda podes colocar a porção inteira de demerara.

Os ingredientes cortados, a manteiga a esta hora deve estar derretida. Aí, se tiver uma batedeira, vai ser uma pré massa. Mas se só tiver a munheca, pra quê te quero?!
Enfim, jogue a manteiga, os ovos e a essência em cima do açúcar e mistura até ficar uma massa homogênea.

Quando tiver de boa a massa, aí tu pega a farinha, peneira numa bacia separada, misturando com o fermento e o sal. Aí tu peneira de novo em cima da massa molhada para ir incorporando aos poucos.

Quando tiver uma massa homogênea de novo, aí tu vai incorporando a banana, o chocolate e as amêndoas.

Unte a forma com farinha. Só farinha, como pizza. Não gruda e não queima.

Faça os formatos dos biscoitos na forma do jeito que quiser. Dia desses fiz ( o.0 ) um Lobo Guará pra Milena. Tá ligado não é?! Ela achou muito massa!

Daí, pro forno pré-aquecido bem quente. Deixe assar por cerca de 20 min. Daí em diante, eu mesmo fico é de olho… antes cru que queimado! =P

Em geral, são 30 min… vai depender do forno… Mas quando ele dourar embaixo dá uma espetada nele e avalia se ele tá assado.
Depois disso tudo: GUERREOU GALERA!

Em tempo: Em breve postarei fotos dos biscoitos e das pessoas comendo. Viviane, quiser colaborar com imagens, sinta-se em casa!

Samuel Vanderlei.

Açúcar 300 mL
Amêndoas 200 g
Banana 6 un
Chocolate amargo 500 g
Essência do que queiras, eu uso de baunilha 10 mL, 1/3 do vidrinho

Farinha de trigo 500 mL
Fermento 1 colher de sal
Manteiga sem sal 200 g
Sal 1 colher de sal